G.E.E.C. Recomenda: os 10 mais do Behavioral Scientist 2018

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Por Flora Finamor Pfeifer em dezembro 30, 2018

Um dos nossos sites preferidos, o Behavioral Scientist, publicou uma lista com seus dez artigos mais populares deste ano. Se você ainda não conferiu essas peças, não deixe para 2019!

Dan Ariely e Jeff Kreisler explicam porque nem sempre a política de abaixar os preços agrada os consumidores, uma vez que tudo é relativo! A medida do JCPenney, visando preços certeiros, justos e menores, acabou reduzindo as vendas e deixando os consumidores descontentes. Teremos que dar uma leve entortada no  gráfico de oferta e demanda para explicar esse caso!!

Jenelle Porter estende o conceito sobre mentalidade “fixa” vs. “em crescimento”, que mencionamos no aqui no site anteriormente, aplicada em escolas públicas do Peru, para sua relação com a humildade intelectual. Admitir quando não sabemos de algo, ou estamos errados, mostra-se algo importante para o aprendizado.

Um outro artigo nos traz lições sobre “como identificar talentos”, direto da NFL (a liga nacional de futebol americano dos EUA). Cade Massey nos mostra como o exemplo dessa sofisticada organização estrutural desportiva pode ser replicado em muitos outros ambientes.

O meu favorito foi a peça de Koen Smets, que faz uma certa crítica a visão popular  de que a economia comportamental se resume aos “vieses” e de que eles “explicam” o comportamento humano. Pelo contrário, eles o descrevem. Como ele explica:

“A widespread misconception is that biases explain or even produce behavior. They don’t—they describe behavior. The endowment effect does not cause people to demand more for a mug they received than a mug-less counterpart is prepared to pay for one. It is not because of the sunk cost fallacy that we hang on to a course of action we’ve invested a lot in already. Biases, fallacies, and so on are no more than labels for a particular type of observed behavior, often in a peculiar context, that contradicts traditional economics’ simplified view of behavior.”

O autor faz uma outra ressalva com a constatação de existência de um certo efeito que foi identificado apenas em um contexto particular, ilustrando exemplos em que não foi possível replicar o resultado.

Wooley e Reidl discorrem sobre o RCT que fizeram em ambientes organizacionais, vendo o que é mais produtivo – trabalho à distância ou em um mesmo ambiente –  e dando algumas diretrizes para propiciar o ambiente comportamental pró-inovação.

O outro texto discorre sobre como tendemos a confiar mais no nosso próprio julgamento do que em algoritmos claramente superiores.

Payne e Sheeran explicam sobre como a pobreza afeta a capacidade de autocontrole, aferindo uma ressalva à recente crítica feita ao famoso experimento da psicologia de Walter Mischel, popularmente conhecida como o ‘teste do marshmallow’.

Um outro, explica o funcionamento do recurso da atenção, e o quão perigoso o recorrente hábito de usar o celular ao volante é. Complemento deste são os dois últimos artigos (este e este)- muito interessantes – que comentam como as recorrentes distrações do mundo moderno atrapalham nossa produtividade – e como melhor administrá-las.

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