Encontro sobre Neuroeconomia ocorre nesta terça-feira (22/05)

Encontros | Neurociências

Por Flora Finamor Pfeifer em maio 23, 2018

A convidada da vez é da casa e esteve presente no primeiro encontro promovido pelo GEEC USP: Renata Taveiros de Saboia é economista pela FEA-USP, com especialização em Economia Comportamental aplicada à marketing por Yale e pós graduanda em neurociência aplicada a Sustentabilidade de Pessoas e Organizações pela Santa Casa.

Renata começa abordando qual o objetivo da Neuroeconomia, uma área correlata e de extrema simbiose com a economia comportamental, mas com diferenças relevantes. Uma vez que seu principal objetivo é “entender a relevância de estudar neurociência para se pensar comportamento econômico e tomada de decisão” se utiliza também a interdisciplinariedade, mas acrescentando o conhecimento da biologia e medicina.

A “caixa preta” que antes foi deliberadamente não inclusa nos modelos econômicos, é objeto de estudo tanto da economia comportamental quanto da neuroeconomia, incluindo nas anomalias apresentadas pela teoria da utilidade esperada as várias manifestações sociais, culturais, emocionais e relacionais nas decisões econômicas. No entanto, a neuroeconomia também acrescenta em seu estudo métodos neurocientíficos para entender como essas decisões conversam com os mecanismos do cérebro.

Renata então apresenta o cérebro trino e quais são as principais funções de cada parte.

cerebrotrino

Dois fatos interessantes sobre nossa caixa preta revelada: o primeiro deles é que as decisões econômicas podem ativar diferentes regiões do cérebro. Por mais que decisões mais complexas possam estar relacionadas com o Neurocortex, curiosamente o sentimento de uma oferta baixa em um “jogo do ditador” é similar ao nojo, localizado na parte reptiliana. O segundo fato interessante é que até aos 24 anos o cérebro não está totalmente desenvolvido, e justamente na parte em que pensamos no longo prazo (não à toa que nossas mães parecem saber a consequência de tudo enquanto insistimos em ignorar que iria acontecer).

Em uma abordagem mais recente, Renata também nos apresenta o modelo de funcionamento cerebral, o Conectoma. Ele, por sua vez, olha para as conexões que fazemos, ao invés de partes.

conectoma

Esta rede complexa é formada por neurônios se ligando um ao outro. Este modelo talvez seja mais interessante para analisarmos as decisões econômicas, uma vez que mostra a relação entre diferentes partes do cérebro.

Por fim, Renata apresenta os principais desafios e aplicações da área, nova como a E.C., com o acréscimo da complexidade metodológica que requer a Neuroeconomia.

O próximo encontro ocorre dia 07/06, com o convidado Luiz Maurício, da Universidade da Força Aérea, que falará sobre tomada de decisão.

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