Já tomou sua vacina contra a gripe esse ano?

Políticas Públicas

Por Flora Finamor Pfeifer em abril 30, 2018

Inverno chegando e as campanhas para a vacinação contra a gripe começam. Você já tomou?!

Quando crianças, é normal termos a carteira de vacinação em dia. Mas à medida que entramos na vida adulta isso passa a ser algo cada vez mais raro, embora a vacinação per se seja algo bem aceito na sociedade. Por que isso ocorre? O que pode ser feito para melhorar estas estatísticas? Como a Economia Comportamental pode ajudar?

Seguindo dica dos nossos colegas da LANP – Liga Acadêmica Newton Paulo Bueno de Economia e Comportamento, confira a matéria do Correio Brasiliense sobre o assunto:
https://www.correiobraziliense.com.br/…/mitos-e-verdades-so… 

Em face das epidemias cada vez mais comuns de influenza e outras doenças preveníveis com imunização, pais, educadores, profissionais de saúde e formuladores de políticas públicas muitas vezes ficam na dúvida sobre a melhor abordagem para convencer a população a se vacinar. Uma revisão de artigos científicos descobriu que a persuasão pode não ser a opção mais favorável. Em vez disso, os autores do artigo, publicado na revista Psychological Science in the Public Interest, defendem que intervenções comportamentais são mais efetivas que a tentativa de fazer alguém mudar de ideia.
(…)
Segundo os pesquisadores, os melhores dados disponíveis indicam que o percentual de pessoas que se recusam ativamente a tomar todas as vacinas é muito pequeno e que nem a negação ou o atraso estão em alta. Isso contradiz a narrativa contemporânea de que está aumentando o número de pessoas que rejeitam a imunização, argumentam os autores. Eles dizem que, na verdade, a maior parte das pessoas recebe a maioria das vacinas recomendadas pelos médicos. Muitas outras têm atitudes favoráveis em relação a elas, mas nem sempre seguem o regime corretamente.
Para contornar esse problema, a pesquisa sugere que as melhores intervenções tiram vantagem das intenções favoráveis da população, empregando estratégias comportamentais simples, como enviar mensagens de lembrança para os pacientes. “Nossa principal mensagem para os formuladores de políticas públicas é que, surpreendentemente, as evidências mais fortes sugerem que incentivar aqueles favoráveis à vacina é mais efetivo que tentar mudar a cabeça dos que a rejeitam”, diz Chapman. (…)”

Confira também alguns exemplos de Nudges testados em diferentes contextos dos EUA, buscando justamente o aumento da taxa de vacinação contra a gripe:

Em um estudo da Universidade da Pensilvânia, foi feita uma pequena modificação no sistema do médico: logo que ele acessava o  registro do seu paciente, aparecia a opção de requisitar a vacina da gripe (podendo ele aceitar ou cancelar). Isso aumento em 40% o número de pacientes vacinados em comparação às clínicas sem a intervenção.

Em um outro estudo, feito na Rutgers University, com seus próprios professores e funcionários, enviou-se um email com o agendamento automático da vacinação, constando o dia, hora e local — e, claro, a opção de cancelamento. Isso aumentou em 36% a taxa de vacinação deste grupo.

Por fim, foi enviado aos funcinários de uma firma nos EUA um email informativo com os dias e horários das clínicas de vacinação disponíveis para atender os trabalhadores da empresa. Contudo, para um grupo foi feita uma modificação: eles deveriam escrever o dia e hora escolhidos por eles. Essa última intervenção aumentou em 12% a taxa de vacinação em relação ao email padrão.

Confira o texto na íntegra, em inglês, em: 

https://hbr.org/…/the-best-flu-prevention-might-be-behavior…

Afinal, você não quer ficar doente, né?

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